26 Marzo 2004

Argentina inicia batalhacom credores privados

Argentina inicia batalhacom credores privados

Buenos Aires ? No meio de um clima tenso, o governo do presidente Néstor Kirchner iniciou ontem a rodada de discussões com os credores privados para a reestruturação da dívida pública.

A Argentina deve aos credores privados estrangeiros e argentinos US$ 87,5 bilhões em títulos em estado de calote desde dezembro de 2001. O governo Kirchner propõe uma redução de 75% do valor nominal da dívida, oferta que é rejeitada pelos credores.
O início destas conversas é o resultado das fortes pressões do FMI para que o governo acelere a reestruturação desta dívida. O governo convidou 26 grupos espalhados por todo o mundo. No entanto, somente dez grupos confirmaram sua presença para as discussões na capital argentina, que se prolongarão até meados de abril.

Os credores argentinos possuem 38,4% da dívida em default. Apesar de constituírem o maior grupo por nacionalidade, os argentinos são os que possuem o menor poder de fogo político, já que não contam com o respaldo de seu governo, ao contrário dos credores italianos, alemães e japoneses. Além disso, os três grupos argentinos estão profundamente divididos. Enquanto que os Fundos de Pensões possuem uma postura mais moderada, a AARA quer um menu de bônus ? que substitua os atuais títulos em default ? que incluiria um título vinculado ao crescimento da economia e outro em dólares. Para complicar, a ADAPD deseja um bônus perpétuo, sem vencimento de capital.

CONTRA O CALOTE

O tango e a carne dos Pampas estão na mira dos furiosos credores italianos, donos de títulos argentinos em estado de calote com o valor de 14 bilhões de euros.

Com o slogan ?não ao tango das irresponsabilidades?, a Codacons, a associação italiana de consumidores, aliada aos credores de títulos em default, convocou a população a olhar a etiqueta dos produtos que consome e esquivar a compra de qualquer objeto com os dizeres Made in Argentina.
Além da carne, peixes, frutas e mel, a Codacons e as associações de credores querem que seus compatriotas também façam boicote contra as aulas de tango nas escolas de danças de salão espalhadas pelo território italiano.

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